
Neste recanto,
Mato a secura na nascente do deleite,
Que me fez presa
Cega.
Com ela consigo ocultar o que conjecturo,
E o que sou,
Deixando-me algemar,
Neste labirinto pernicioso
E translúcido.
Ainda assim,
Sinto-me livre,
Fixa no meu defeito,
Que me conserva subordinada.
Porquê?
Porque sou escrava desertora e obediente
De alguém ou algo apartado
No cais daquele rio.
Mato a secura na nascente do deleite,
Que me fez presa
Cega.
Com ela consigo ocultar o que conjecturo,
E o que sou,
Deixando-me algemar,
Neste labirinto pernicioso
E translúcido.
Ainda assim,
Sinto-me livre,
Fixa no meu defeito,
Que me conserva subordinada.
Porquê?
Porque sou escrava desertora e obediente
De alguém ou algo apartado
No cais daquele rio.
Ana Mateus